Como explicou o filósofo Santo Agostinho: “a sabedoria tem sua morada na alma” (2019, p. 41). A alma é onde guardamos tudo que amamos: nossos pais, nossa pátria, nossa família e nossa nação. Por isso, conhecer nossa história é nos tornarmos conscientes de tudo o que nos trouxe até aqui. Quem busca entender sua nação deve olhar para o passado, pois, “se o que é preciso conhecer não existir anteriormente, não pode ser conhecido” (Agostinho, 2015, p. 159). Assim, para compreender o Brasil e tudo o que o constitui, é essencial revisitar o passado e ouvir a voz daqueles que foram silenciados.
A história é a tradição dos mortos que guiará os vivos; é a democracia daqueles que vieram antes de nós; é o manual do bom viver. Com essa perspectiva, esta obra nasceu para dar voz, ainda que de forma simples, àqueles que foram injustamente assassinados, omitidos, calados e excluídos, sem que ninguém assumisse suas dores diante de tamanha covardia.
Este trabalho visa instigar o leitor a pesquisar mais sobre a história do povo Potiguara, apresentando uma linha cronológica de alguns dos fatos que marcaram essa nação. Busca proporcionar uma sensação de diálogo entre o leitor e o autor, entre você e o livro. Esteja ciente, caro leitor, de que os temas abordados ao longo do texto são resumos de longos acontecimentos que marcaram os Potiguara. Para uma melhor compreensão, sugiro revisar todas as fontes citadas e, de preferência, lê-las integralmente.
Para quem deseja compreender um pouco mais sobre a história do povo Potiguara, esta obra oferece uma contribuição importante para sanar sua curiosidade. Sem mais delongas, boa leitura.
Ezequiel Maria
29 outubro de 2024. Aldeia São Miguel, Baía da Traição – PB
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